Você Está Aqui
Entre Partidas e Chegadas, os poemas atravessam museus, cidades, fronteiras, hotéis, mas também casas, rotinas, obstáculos e perdas — como se cada poema fosse um gesto ético, e cada objeto o pórtico para uma pequena interrogação metafísica. A compaixão irónica e melancólica com que o autor observa o mundo ganha, nestes tempos, uma acuidade inesperada: Você Está Aqui relembra-nos como a História continua a infiltrar-se no presente e de que modo o quotidiano, em particular o mais vulnerável, é o campo de forças onde se disputam sentido, memória e identidade.