Comédia e tragédia, sátira e parábola, este é um romance que ironiza sobre o idealismo totalitário da China. «As consequências das utopias são sempre dis-topias. Os ditadores tornam-se, invariavelmente, deuses que exigem ser adorados», escreve o autor no prefácio. «Os tiranos nunca se limitaram a controlar a vida das pessoas; sempre procuraram entrar-lhes na mente, moldando-a a partir de dentro.»
O Sonho da China retrata essa realidade, contando a história de Ma Daode, diretor da Repartição do Sonho da China, um novo organismo que pretende substituir os sonhos privados e íntimos de cada pessoa pelo «grande sonho da China» anunciado no Plano de Rejuvenescimento Nacional» do presidente Xi Jinping. Tudo corre bem, até que os fantasmas do passado começam a assaltar Ma Daode.
Este livro é um passeio tragicómico pelos horrores e absurdos do poder totalitário. Ficção e realidade entrelaçam-se num retrato do país de contradições que é a China de hoje. Traduzido por Maria Marques, chega às livrarias a 7 de outubro.