Tem cheiro a cloro de piscina, pele queimada do sol e aroma a panquecas ao sábado de manhã. Sono, o romance de estreia de Honor Jones, uma nova voz da literatura norte-americana, chega com a frescura da infância e dos dias quentes de verão, em que reflexos entre passado e presente tecem uma trama subtil sobre a maternidade e as relações familiares entre pais e filhos.
O romance de estreia, que chega às livrarias nacionais a 9 de julho com tradução de Maria do Carmo Figueira, centra-se na história de uma mulher recém-divorciada que se confronta com os segredos da sua infância: Margaret tem 10 anos e está escondida debaixo de um arbusto, no jardim dos pais, enquanto o irmão a procura numa espécie de jogo de escondidas. Vinte cinco anos mais tarde, Margaret está debaixo da cama dos pais, na casa em que foi criada, à espera de que as filhas encontrem o seu esconderijo. Uma parte de si mantém-se fora do tempo, debaixo do arbusto de amoras. Vulnerável aos ecos do passado e no seu papel de mãe, Margaret debate-se com o que significa manter uma criança a salvo.