2026-05-05

Anabela Mota Ribeiro regressa à ficção com «Na Casa da Minha Mãe».

Neste segundo romance, a escrita da autora ascende a um novo patamar de firmeza.

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Três anos depois da estreia na ficção com O Quarto do Bebé, elogiado pela crítica e pelos leitores em Portugal e no Brasil, Anabela Mota Ribeiro regressa com Na Casa da Minha Mãe. Este romance incandescente, «irmão» do primeiro, confirma a autora como um fenómeno singular na ficção portuguesa. Fica disponível nas livrarias portuguesas a 21 de maio. Dois dias antes, a 19 de maio, decorre uma sessão de lançamento, agendada para as 18h30, na Biblioteca do Palácio Galveias, em Lisboa. O evento conta com apresentação de Hélio de Seixas Guimarães e José Lobo Antunes.

 

A escrita crua e visceral de Anabela Mota Ribeiro em O Quarto do Bebé ascende, neste segundo romance, a um novo patamar de firmeza e eficácia: é feroz, essencial, verdadeira. Na Casa da Minha Mãe explora temas em continuidade, embora sob pontos de vista diferentes, e aborda novos tópicos, como a luta de classes.

 

N’O Quarto do Bebé, depois da morte de um conhecido psicanalista, a filha, única herdeira, encontrou entre os papéis deixados pelo pai o diário de uma paciente, Ester do Rio Arco. O que começa como uma leitura movida pela curiosidade rapidamente se transforma em obsessão. No romance Na Casa da Minha Mãe, ao desmanchar a casa do pai, Conceição encontra novos cadernos da paciente, escritora e estudiosa da obra de Machado de Assis, assim como Anabela Mota Ribeiro.

 

Esta história íntima interpela o dito e o não-dito, a origem e a pertença, o corpo e a classe social, o luto e a luta. É uma viagem ao seu começo e ao seu fim (o presépio, o cemitério), que identifica uma genealogia e revela a condição de deslibido, isto é, sem amor pela vida e sem desejo sexual. Percorre e narra os labirintos da memória, num movimento ora dispersivo, ora agregador no regresso à ideia de casa, que é o corpo, que é o mundo.