2026-07-14

Quetzal publica edição de Os Maias para leitores do século XXI.

Códigos QR explicam referências, lugares, datas e figuras históricas.

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«A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no outono de 1875, era conhecida na vizinhança da Rua de São Francisco de Paula, e em todo o Bairro das Janelas Verdes, pela Casa do Ramalhete, ou simplesmente o Ramalhete.» Este é o parágrafo inicial da obra-prima de Eça de Queirós, de leitura obrigatória. Mas a leitura completa de Os Maias pode ser um desafio para quem se depara com as suas páginas pela primeira vez. Nem todos os leitores conseguem identificar facilmente as referências de um escritor culto do final do século XIX.

É a pensar nisso que a Quetzal apresenta uma edição de Os Maias preparada para os leitores do século XXI. Sem alterar ou simplificar o texto – mas apresentando, ao longo do livro, uma lista de códigos QR em notas de página que ajudam a decifrar essas referências: geografia, toponímia, política de época, nomes e tudo o que pode não estar ao alcance do leitor mais jovem ou do «leitor comum». Trata-se de um instrumento fundamental para leitura e compreensão na íntegra do romance de Eça de Queirós, ajudando a decifrar lugares, datas e figuras históricas. Não se pode ler um grande romance sem querer saber tudo sobre ele.

O mais canónico dos nossos romances traça um retrato implacável de um tempo que, com esta nova edição, fica mais percetível ao leitor do século XXI. Onde é que Carlos da Maia viu Eduarda pela primeira vez? O que era um dogcart e para que servia um fumoir? Quem eram Guizot ou Gambetta? Onde ficavam o Aterro, o Jockey Club ou o Hotel Bragança? O que eram bambinelas?, e cretone?, e repes?, e talagarça? E o rapé? Com uma seleção de links recolhida por André Canhoto Costa, historiador e autor da Quetzal, esta edição aproxima os leitores do grande romance do século XIX. À distância de um clique. Ou de vários. Chique a valer!

Nas livrarias a 16 de julho.