Quem foi Cervantes, autor de D. Quixote, símbolo de Espanha e de tudo o que é espanhol? Que homem real sobrevive por trás do mito patriótico, heroico, luminoso? Com Cervantes Íntimo, de José Manuel Lucía Megías, traduzido para português por Jorge Melícias, a biografia do grande escritor europeu ganha uma nova dimensão, em que o mito, o personagem e o homem são tema de uma investigação que revela os mistérios da sua vida privada.
«Este livro é um maravilhoso divertimento, escrito com coração e humor, em plena concordância com o tom e com o talante que a obra de Miguel de Cervantes envolve», escreve Alejandro Amenábar, na introdução de Cervantes Íntimo, um livro que, nas suas palavras, permite «espreitar para a alma e para a intimidade de um escritor lendário e, de passagem, para a alma de toda uma época, e divertir-nos imenso».
José Manuel Lucía Megías, professor da Universidade Complutense de Madrid e um dos mais respeitados estudiosos de Cervantes da atualidade, leva-nos numa viagem fascinante e divertida que visa despojar o mito de todas as restrições impostas à sua vida: desde a tentação de ler as suas obras do ponto de vista biográfico à construção de imagens heroicas baseadas no seu papel na Batalha de Lepanto ou no seu cativeiro em Argel, até às muitas especulações sobre a sua vida romântica e sexual. Esta viagem leva-nos para longe do terreno pantanoso dos estereótipos consagrados por séculos de crítica e abre-nos as portas para um labirinto onde temos de caminhar sem preconceitos, para banir estes retratos in-completos e nos ajudar a descobrir o homem que Miguel de Cervantes foi.
Nas livrarias a 25 de junho.