2026-07-23

Quetzal reedita Comboio-Fantasma para o Oriente.

Clássico da literatura de viagens integra coleção Terra Incognita.

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Em 1975, Paul Theroux embarcou numa viagem que deu origem a O Grande Bazar Ferroviário, já considerado um grande clássico da literatura de viagens. Trinta e três anos depois, em 2008, e contra tudo o que ditam as leis dos regressos, o norte-americano refez o mesmo caminho, com um olhar registado em Comboio-Fantasma para o Oriente. Um exemplo de «literatura de revisitação» há muito esgotado nas livrarias nacionais e que agora integra a coleção Terra Incognita, da Quetzal, com tradução de Freitas e Silva. Disponível a 6 de agosto.

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«O novo mapa é uma folha de papel vegetal que assenta sobre o mapa anterior e se desvia aqui e ali – e também uma carga de ilusões sobre a passagem do tempo», escreve Francisco José Viegas no texto introdutório. É difícil não querer fazer esta viagem. Comboio-Fantasma para o Oriente regressa ao mapa inicial e refaz a viagem recuperando a arte da reportagem, numa altura em que o turismo massificado ainda não estava consolidado, mas que Paul Theroux já intuía. «A arte de viajar tinha deixado de ser uma prática reservada a solitários que se fazem acompanhar de uma mochila, uma pequena mala, um bloco-notas, o medo da malária e, pouco provavelmente, saudades de casa.» Uma viagem de comboio entre a Europa e o Japão. Um roteiro devorado pela curiosidade, pela paixão da viagem e do conhecimento.

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Terra Incognita é o nome da coleção de literatura de viagens da Quetzal. Mais do que livros de viagens com um formato especial, Terra Incognita reúne títulos e autores que desprezam a ideia de turismo e fazem da viagem um modo de conhecimento.