Arthur Alter está metido em sarilhos. Mediano professor universitário de Engenharia no Midwest, não consegue pagar a hipoteca da casa, vive exasperado com a namorada (uma medievalista trinta anos mais nova) e os filhos não falam com ele. Há ainda a questão da pequena fortuna que a sua desaparecida mulher, Francine Klein, manteve secreta e que foi herdada diretamente pelos filhos.
Os filhos são Ethan, um jovem sensível e sexualmente confuso, que vive em reclusão e do dinheiro deixado pela mãe; e Maggie, que pratica um estilo de vida nobre de sentimentos e ações, num regime de pobreza autoimposta. Na tentativa de uma reconciliação – motivada pela premência de um resgate financeiro –, Arthur convida ambos (que agora vivem em Nova Iorque) para passarem os dias de Páscoa na casa de família. É nessa altura que se abre a caixa de Pandora: de onde saem ressentimentos e antigas memórias, sobretudo de Francine, a matriarca, cuja vida pode conter a chave para a coesão da família.
Na senda de Correções, de Jonathan Franzen, e com reminiscências da prosa de Philip Roth e Zadie Smith, Os Altruístas foi já publicado em duas dezenas de países. Um romance recomendado pelo New York Times e pela Paris Review.