Esta é a primeira obra de ficção do autor franco-libanês e oferece-nos a autobiografia, imaginária, de uma apaixonante figura histórica: o geógrafo Hassan al-Wazzan, que ficou conhecido como Jean-Léon de Médicis, ou Leão, o Africano. Em 1518, no regresso de uma peregrinação a Meca, o embaixador magrebino é capturado por piratas sicilianos que o oferecem de presente a Leão X, o grande papa da Renascença. A sua vida, feita de aventuras, paixões e perigos, é marcada por grandes acontecimentos do seu tempo: durante a Reconquista encontrava-se em Granada, de onde teve de fugir à Inquisição, acompanhado pela família; estava no Egito aquando da sua tomada pelos Otomanos; na África Negra, durante o apogeu de Askia Mohamed Turé; e em Roma, no período áureo do Renascimento e no momento do saque da cidade pelos soldados de Carlos V.
Figura do Oriente e do Ocidente, homem de África e da Europa – Leão, o Africano, viveu em pleno o fascinante século XVI e é uma das grandes figuras da cultura do Mediterrâneo.