2026-07-30

Herdeiro de Bolaño e Auster agora na Quetzal.

O Voo do Homem distinguido com o Prémio Biblioteca Breve 2025.

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Raramente um romance de estreia conquista tanta unanimidade como O Voo do Homem, de Benjamín G. Rosado, tem registado em Espanha. Comparado a Rober-o Bolaño ou Paul Auster, o jornalista cultural que agora se aventura como escritor conquistou o Prémio Biblioteca Breve com este primeiro livro, que chega às livrarias portuguesas a 13 de agosto com tradução de Margarida Amado Acosta.

O Voo do Homem é um livro literariamente inovador, admirável, cheio de referências e com um imaginário belíssimo, multiplicador e sonhador, sem ser denso ou elitista. Na senda de 2666 ou d’As Mil e Uma Noites de Xerazade, Benjamín G. Rosado escreve um livro de aventuras sobre o poder do romance. Um livro que mergulha na confusão entre a literatura e a vida, cheio de histórias dentro de histórias. Na mesma história, Rosado conta mais cinco.

Diego Marín, um escritor que tenta terminar o segundo romance após o sucesso da sua estreia, acaba por se envolver numa perpétua simulação literária: acontecimentos ficcionais trazidos à vida real, uma descoberta científica sobre o nascimento da linguagem (fala dos cartesianos, de Broca e Leibniz – bem como da ideia de que os primeiros humanos aprende-ram a falar imitando o canto dos pássaros), dois desaparecimentos, dois livros e dois amores falhados. Não é uma confusão: é uma aventura. Uma ode ao voo. Um salto no vazio.