Com três romances publicados e três nomeações para o Man Book Prize, o malaio Tan Twan Eng demorou dez anos a concluir A Casa das Portas, obra que dedicou ao pai e que o obrigou a uma profunda pesquisa em busca da verdade histórica para compor personagens e trama, e com uma importante participação de Somerset Maugham. Partindo da passagem (e estadia) do galardoado escritor britânico no Estreito de Malaca, e no julgamento de uma mulher branca acusada de homicídio que teve lugar em 1911, em Kuala Lumpur, Twan Eng constrói uma poderosa obra literária, que procura preencher os silêncios do que ficou por contar.
Nomeado melhor livro do ano por The New York Times, The New Yorker ou The Washington Post, entre outros, A Casa das Portas recria a estadia de Somerset Maugham em casa de um velho amigo, Robert Hamlyn, em Penang, em 1921. Ao convívio com os Hamlyn e com a sociedade branca local, Twan Eng soma a crise pessoal e profissional de Maugham e a origem de um famoso (e controverso) conto – num romance em que as fronteiras entre ficção e História se esbatem e ao qual não faltam relevantes figuras políticas da Ásia daquele tempo, como, por exemplo, Sun Yat Sen.