Depois do ensaio O Milagre Espinosa, de Frédéric Lenoir, e do romance Quem Matou Espinosa?, de Jean-François Bensahel, a Quetzal continua a dar destaque à vida e obra do filósofo holandês de origem portuguesa e publica agora Espinosa. O Messias da Liberdade, uma biografia que nos chega pela mão de Ian Buruma (ex-diretor da New York Review of Books), um dos jornalistas culturais mais importantes da atualidade, vencedor do Prémio Erasmus em 2008 pela sua contribuição nos estudos europeus. A tradução para português é de Jorge Melícias e o livro chega às livrarias a 19 de março.
Espinosa. O Messias da Liberdade é um livro sobre a vida e obra do grande pensador europeu – e também sobre os seus combates espirituais, sobre liberdade, autenticidade, vida plena e os caminhos da razão. Com base numa vastíssima bibliografia, Ian Buruma sublinha a importância do tempo e do lugar que moldaram Espinosa, começando com os sefarditas portugueses de Amesterdão. Visto por muitos – tanto cristãos como judeus – como «discípulo de Satanás», Espinosa tem sido considerado um santo secular desde a sua morte. Embora tenha rejeitado a fé judaica da sua família (que a levou a deixar Portugal) e tenha sido consequentemente expulso da sua comunidade religiosa, Buruma argumenta que o filósofo viveu de facto uma vida judaica – uma vida judaica moderna. A sua defesa da liberdade universal é tão importante para o nosso tempo como foi para o dele.