Escrito numa linguagem acessível, As Flores do Bem procura combater a desinformação com factos históricos, depoimentos pessoais e rigor científico. O que teria acontecido se a penicilina não tivesse sido amplamente adotada durante a Segunda Guerra Mundial, pergunta o autor, para dar início ao debate sobre as propriedades terapêuticas da canábis, ainda pouco estudadas e difundidas, na sua opinião, por causa da penalização, que condiciona o acesso e aumenta o estigma social relativamente ao consumo desta planta. A reputação da canábis continua, pois, obscurecida por mitos e ideias que têm origem em interesses comerciais que se opõem à sua difusão, defende o neurocientista.
Tóxico terrível, entorpecedor perigoso, substância que prejudica o cérebro, mata neurónios e torna as pessoas perigosas são algumas das ideias associadas ao consumo da canábis. Mas estudos e descobertas contrariam esses lugares-comuns: depois do uso medicinal da marijuana no tratamento da epilepsia, ou da depressão, por exemplo, ainda há muito a descobrir sobre as suas potencialidades terapêuticas para outras doenças que podem ser se não curadas, pelo menos mitigadas com o seu consumo.
Nas livrarias a 26 de março, com texto adaptado por Constança Boléo.
2026-03-16