2025-11-11

Mais de trinta anos depois, Jung Chang publica a continuação de Cisnes Selvagens.

O regresso às memórias da autora chinesa.

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A publicação de Cisnes Selvagens, em 1991, foi uma revelação para muitos ocidentais e transformou-se num fenómeno global, apesar de censurado na China. Pela primeira vez, chegava ao Ocidente um relato pessoal, íntimo, comovente e esclarecido sobre os anos 50 e 60 na China. A história pessoal e épica de Jung Chang, da sua mãe e da sua avó – «três filhas da China» – foi publicada em 37 línguas e vendeu mais de 20 milhões de exemplares em todo o mundo.

Trinta e quatro anos depois, Jung Chang – que vive em Inglaterra há várias décadas, e que escreveu vários livros também presentes no catálogo da Quetzal – publica Voai, Cisnes Selvagens, a continuação da saga iniciada com esse seu primeiro livro, ilustrada com retratos da família da autora. Esta é a história de várias gerações de mulheres que atravessam a China do século XX. Quase meio século depois, a China passou de um país pobre e de um Estado decrépito e isolado a uma potência mundial. Ao longo deste período, a vida de Jung esteve intimamente ligada à sua terra natal: «Acho que o meu coração talvez ainda esteja na China.»

Voai, Cisnes Selvagens atualiza a memória da autora e também a da China, que se encontra noutro momento decisivo da sua história, entre o regresso ao maoismo e os grandes avanços tecnológicos que fazem daquele país objeto da nossa curiosidade. Para Jung há esperança, apesar das ameaças: «A democracia não será derrotada pelo maoísmo, seja qual for a sua forma. Acredito nisso, do fundo do coração.»

Com tradução de Maria do Carmo Figueira, o muito aguardado Voai, Cisnes Selvagens chega às livrarias a 13 de novembro.