2022-03-16

E se transformássemos a melancolia em criatividade e sabedoria?

Sendo um dos sentimentos mais complexos e ambivalentes, na Idade Média a melancolia era uma «doença diabólica», no Renascimento estava ligada à reflexão e à sabedoria, e no Romantismo era uma qualidade que encorajava a criatividade e a arte. O problema surgiu quando, no início do século XX, se substituiu a palavra «melancolia» por «depressão», como se fossem sinónimos, e se enveredou pelo caminho da medicalização dos «estados melancólicos».

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No livro Melancolia em Tempos de Perturbação, a filósofa Joke J. Hermsen propõe uma nova abordagem da melancolia, assumindo-a como um pilar da civilização e uma forma de nos relacionarmos com o mundo e a natureza. Mostra o ser humano como uma entidade capaz de transformar a perda e a transitoriedade em criatividade e esperança – e, com a ajuda de pensadores como Hannah Arendt, Ernst Bloch e Lou Andreas-Salomé, investiga as circunstâncias em que o ser humano usa e ultrapassa a melancolia para estabelecer uma nova relação com o mundo e consigo mesmo. Ou seja, a melancolia é um dos nossos estados naturais – e um dos mais criativos.

Nas livrarias a 17 de março.

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