Estrela Polar

Estrela Polar

ISBN:9789725649343
Edição/reimpressão:03-2011
Editor:Quetzal Editores
Código:000068000229
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SINOPSE

Adalberto é um homem que vive com uma angústia de conhecimento de si próprio que lhe tolda por completo toda a sua existência, vivendo em função da sua busca interior, em que sente que necessita de alguém que o ajude a encontrar o todo de si, além dos limites de si próprio, que só através de outrem poderá alcançar, segundo lhe parece - a estrela polar que muito dificilmente, muito raramente e por pouco tempo se consegue encontrar. A morte do pai, a morte da mãe, fá-lo regressar às suas origens, a Penalva, onde fica a livraria que era dos seus pais. Sem grande ocupação profissional, prossegue as suas divagações e apaixona-se por Aida, que, em pouco tempo, toma como a pessoa através da qual poderá alcançar o conhecimento que desesperadamente almeja. Todo o enredo é de um desespero atroz, e não há personagem que não escape à desgraça coletiva que emana do sofrimento individual de cada um perante a vida, uns por uma busca desesperada do sentido da existência de si próprios, outros por uma angústia de resignação aparentemente feliz da vida que levam.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

«Desprendo-me de Aida e olho-a quase com terror. Emanação da terra e dos deuses, uma força absurda vivia nela, interrogava-a nessa corrente impetuosa das pedras, das raízes, inundava-a de iluminação. E era como se a sua gravidade antiga se transfundisse a uma majestade nova, do alto da qual eu apenas fosse, em baixo, uma submissão ajoelhada. Mas embora Aida quase me não falasse e eu entendesse aí o seu orgulho justo, quando nos deitámos e apagámos a luz, toquei com os mus dedos o seu corpo e desde a minha humildade soube que eu estava lá…»

DETALHES DO PRODUTO

Estrela Polar
ISBN:9789725649343
Edição/reimpressão:03-2011
Editor:Quetzal Editores
Código:000068000229
Idioma:Português
Dimensões:150 x 228 x 19 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:280
Tipo de Produto:Livro
Romancista e ensaísta português, natural de Melo (Gouveia), nasceu em 1916 e morreu em 1996. Estudou no Seminário do Fundão, licenciou-se em Filologia Clássica na Universidade de Coimbra e exerceu funções docentes no Ensino Secundário. Notabilizou-se no domínio da prosa ficcional, sendo um dos maiores romancistas portugueses deste século.
Literariamente, começou por ser neo-realista (anos 40), com "Vagão Jota" (1946), "Mudança" (1949), etc. Mas, a partir da publicação de "Manhã Submersa" (1954) e, sobretudo, de "Aparição" (1959), Vergílio Ferreira adere a preocupações de natureza metafísica e existencialista. A sua prosa, que entronca na tradição queirosiana, é uma das mais inovadoras dos ficcionistas deste século.
O ensaio é outra das grandes vertentes da sua obra que, aliás, acaba por influenciar a sua criação romanesca. Temas como a morte, o mistério, o amor, o sentido do universo, o vazio de valores, a arte, são recorrentes na sua produção literária. Além disto, Vergílio Ferreira deixou-nos vários volumes do diário intitulado "Conta-Corrente". Das suas últimas obras destacam-se: "Espaço do Invisível", "Do Mundo Original" (ensaios), "Para Sempre" (1983), "Até ao Fim" (1997) e "Na tua Face" (1993). Recebeu o Prémio Camões em 1992.
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