2022-02-04

Um poeta consegue suportar tudo.

No conto que dedica a Enrique Vila-Matas, no livro Chamadas Telefónicas, Roberto Bolaño esclarece que o poeta consegue suportar tudo, mas essa máxima leva-o à ruína, à loucura, à morte. «Enrique queria ser poeta e punha nesse empenho toda a força e toda a vontade de que era capaz», escreve Bolaño, na sua primeira coletânea de contos, que a Quetzal faz chegar às livrarias a 10 de fevereiro.

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Um bom conto – segundo Ernest Hemingway – deve ser como um icebergue: o que se vê é sempre menos do que aquilo que se mantém oculto debaixo de água e que é o que dá densidade, mistério, força e significado ao que flutua à super-fície. Os contos de Chamadas Telefónicas cumprem cabalmente esta premissa.

Reunidos em três blocos, os catorze contos que compõem esta antologia reme-tem para outros romances, outros escritores, outras personagens do universo ficcional daquele que é um dos grandes criadores literários do século XX. Um complexo e fascinante organismo vivo, em permanente expansão.

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