2019-09-04

Mia Couto e José Eduardo Agualusa escrevem a quatro mãos

Foi sob um alpendre de colmo em Boane, Moçambique, num jardim imenso, que Mia Couto e José Eduardo Agualusa passaram dias sentados à mesma mesa, cada um diante de um computador, rindo, brincando e apostando na negação da ideia de que a criação literária é sempre um ato profundamente solitário. A quatro mãos, estes grandes autores da literatura portuguesa deram vida a três peças de teatro que, depois de conversas informais na bela e histórica cidade de Paraty, no Brasil, foram transformadas em novelas cheias de humor e suspense. O Terrorista Elegante e Outras Histórias chega às livrarias a 6 de setembro.

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Na história que dá título ao livro, inicialmente encomendada pelo grupo de teatro A Barraca, de Lisboa, um angolano é preso em Portugal por suspeita de participação em atos de terrorismo. O homem alega ser capaz de voar e conversa com um passarinho na prisão, que parece dar-lhe as orientações necessárias para que cumpra a sua missão. «Chovem amores na rua do matador», a segunda história, e «A caixa preta» nascem de uma encomenda inicial do grupo Trigo Limpo – Teatro ACERT, de Tondela. Foram escritas à distância, em trocas de mensagens em que José Eduardo Agualusa e Mia Couto acrescentavam, aos poucos, o texto um do outro. Na primeira, um estranho mascarado procura alguém para matar, numa tentativa de fazer as pazes com o seu passado. No último conto, gerações da mesma família são obrigadas a enfrentar os seus segredos mais bem guardados. Lançamento com a presença dos autores no início de outubro.

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