Publicado pela primeira vez no Reino Unido em 1621, Anatomia da Melancolia, de Robert Burton, é um clássico intemporal, um trabalho de filosofia e medicina, de literatura e autoajuda, de amor e de ironia. Um livro interminável, com 1500 páginas, que chega à nova coleção da Quetzal, A Biblioteca de Alexandria, numa edição condensada e acessível de uma obra monumental e nunca concluída que marcou toda a cultura europeia.
Imaginado para explicar e dar conta de todas as emoções e pensamentos humanos, Anatomia da Melancolia é o livro de todos os livros sobre a natureza da melancolia e sobre toda a literatura do género, não tivesse Robert Burton assumido a missão de reunir toda a informação sobre o tema disponível na Biblioteca de Oxford, no séc. XVII: o que é a melancolia, todos os seus tipos, causas, sintomas, diagnósticos e diversas curas.
Seja com origem em males de amor, inquietações religiosas, luto ou perda, doença ou ameaça de depressão, a informação recolhida em Anatomia da Melancolia é uma viagem pela condição humana que influenciou autores como Jorge Luis Borges, Laurence Sterne, Samuel Johnson, Keats, Beckett, Virginia Woolf ou Nick Cave. Disponível nas livrarias a 23 de abril, com tradução de Salvato Teles de Menezes, que selecionou os textos deste livro imortal.