Jardim Botânico

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SINOPSE

Em Junho de 1998, estalou uma inesperada rebelião militar na Guiné-Bissau. Não estavam em causa questões étnicas ou religiosas, mas sobretudo a rivalidade entre dois homens, o Presidente Nino Vieira e o chefe das forças armadas, brigadeiro Ansumane Mané. A rebelião provocou um curto período de guerra civil, que durou sete semanas. Seguiu-se quase um ano de impasse e uma década de alta instabilidade. Em poucos dias, o país transformara-se num imenso campo de refugiados. Esta é a história de quatro pessoas no meio da catástrofe humana. Como todas as viagens, tem um ponto de partida e outro de chegada, embora quem ande à deriva não veja assim a forma do caminho. A certo ponto, diz uma das personagens: "É preciso que alguém escreva sobre o que se passou aqui". Motivo suficiente ou talvez a referência à inutilidade e à incerteza, ao que nos leva para o interior de uma vereda estreita, uns à procura de si mesmos, outros em fuga.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

«Havia um bando de crianças à volta da médica, curiosas pelo cabelo de fogo. Rodeavam-na, tocavam-lhe na roupa e acariciavam a mala, como se ali houvesse feitiços. A russa tinha um ar trágico de Ana Karenina. Por momentos, Daniel alheou-se da negociação, que entrara em fase de ruptura. Observou até que ponto ela era magra e ruiva. Fascinou-se, por um instante, com o seu cabelo, que brilhava naquela luz. O sol iluminava-lhe a cara, oval e pálida como a Lua, com tons de bronze quente, alimentando a frescura rósea da pele, desenhando-lhe o contorno dos lábios pequenos e tristes. Dessa forma, era quase bela. Os miúdos deviam estar fascinados, ou talvez meio atemorizados, com aquela deslocada brancura das estepes.»

«No dia seguinte, passearam pelos mercados do centro de Dacar e pareceu-lhe , por alguns momentos, que nada tinha acontecido. A vida limitara-se a continuar, sem alterações, e sentiu-se em férias. Era tão simples quanto isto. Falaram de tudo e de coisa nenhuma, passeando ao acaso entre as ruas estreitas, abordados por cada um dos vendedores do mercado, que lhes falavam em francês. Ana comprou um lenço vermelho que pôr ao pescoço, e aquilo deu-lhe um encanto imprevisto. Era daquelas mulheres que, por vezes, quase se tornam belas. Sobretudo quando sorria, mais feliz e distraída com os sons da vida. Vestira calções e usara botas grossas, e a brancura das pernas contrastava com a riqueza colorido temperado no tumulto humano que os rodeava.»

DETALHES DO PRODUTO

Jardim Botânico
ISBN:9789725649268
Edição/reimpressão:02-2011
Editor:Quetzal Editores
Código:000068000153
Coleção:Língua Comum
Idioma:Português
Dimensões:148 x 234 x 19 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:240
Tipo de Produto:Livro
Luís Naves nasceu em 1961, em Lisboa. É jornalista no Diário de Notícias. Fez reportagens na Guiné-Bissau, Paquistão e Coreia do Norte, escrevendo habitualmente sobre temas europeus. Tem dois romances e uma novela publicados. Luís Naves é também autor de vários contos, crónicas e ficções publicados em revistas e diversos blogues. Em 2009, Luís Naves começou a publicar na Quetzal com o livro Territórios de Caça.
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