Ficções

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ISBN:9789897221231
Edição/reimpressão:09-2013
Editor:Quetzal Editores
Código:000068000425
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SINOPSE

Publicado pela primeira vez em 1944, Ficções é um dos livros mais apreciados e, por certo, um dos mais representativos da obra borgesiana. Nele se reúnem textos como «Pierre Menard, autor do Quixote», «As ruínas circulares», «A Biblioteca de Babel», «O jardim dos caminhos que se bifurcam» ou «Funes, o memorioso» - cada um deles uma obra-prima e exemplo da grandeza e do génio de Jorge Luis Borges.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Ficções e deambulações nos labirintos de Babel
susana celina - Livraria Bertrand Guarda |2017-01-21
“No puedo combinar unos caracteres dhcmrlchtdj que la divina Biblioteca no haya previsto y que en alguna de sus lenguas secretas no encierren un terrible sentido. Nadie puede articular una sílaba que no esté llena de ternuras y de temores; que no sea en alguno de esos lenguajes el nombre poderoso de un dios. Habar es incurrir en tautologías. Esta epístola inútil y palabrera ya existe en uno de los treinta volúmenes de los cinco anaqueles de uno de los incontables hexágonos – y también su refutación. (Un número n de lenguajes posibles usa el mismo vocabulario; en algunos, el símbolo biblioteca admite la correcta definición ubicuo y perdurable sistema de las galerías hexagonales, pero biblioteca es pan o pirámide o cualquier otra cosa, y las siete palabras que la definen tienen otro valor. Tú, que me lees,¿estás seguro de entender mi lenguaje?)” in “Ficciones”, “La biblioteca de Babel”, Jorge Luis Borges Lire … un verbe à conjuguer à tous les temps there is no such thing as a reading time reading is timeless I love to ReaD Pick up a book… Open it… Smell it… Touch it… Feel it… Drink it … Eat it… Worship it… …. and Have fun! Yes, you are now the master of the universe!!!! “Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.” “O livro do desassossego”, Bernardo Soares “O que temos diante de nós é papel e tinta, mais nada.” “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, José Saramago “Sempre tive muito mais medo do silêncio. O silêncio assusta. No silêncio podem estar todos os ruídos. E isso não é bom. (silêncio muito prolongado) Das palavras é que não tenho medo nenhum Blá-blá-blá Blá-blá-blá.” “O homem ou é tonto ou é mulher”, Gonçalo M. Tavares O’ Neill tinha razão: “O adjectivo Dá-me de comer. Se não fora ele O que houvera de ser?” bibliomaníaca lire n'importe où, sur la Lune, Neptune, Saturne, pourvu que les pages tournent “Merde, la littérature est plus grande que nous tous” Pseudo, Romain Gary life is too short no matter how many books I read, I’ll never have time to read them all I want eternal life!!! reading dreams… a mad fish is kissing me under a blueberry tree what does it mean?... I know: “all mad here” even the fish! favourite food: words, words words and don’t forget, Alice should have remained in wonderland sabor de ler gulosamente embriagados nos livros sede de ler gulosamente embriagados de livros sabor/sede de ler num mar salgado/adocicado H2O viciado imerso de palavras sabor submerso sabor tudo sabor fundo sabor mundo único sabor “(…) e o poema (cão inquieto) lá foge á trela de uma estrela. quanto às palavras evocadas para união pura e secreta resignaram-se abstractas a não ser mais do que etc.” “4x4=0”, António Manuel Couto Viana “Eu sei talvez isto seja absurdo não importa é preciso” “Transfigurações”, José Manuel “era uma vez um náufrago, muito náufrago. viu ao longe uma tábua, muito ao longe, e nadou para lá. nadou e nadou. quando já estava perto, muito perto, ia na última braçada, deram-lhe com uma tábua na cabeça. atordoado e cada vez mais náufrago, encontrou ainda forças para um meio -sorriso. “ao menos desta vez, desta vez ao menos, tenho a certeza: não era uma miragem” . disse e afundou-se quase alegremente.” jaime salazar sampaio “O que importa não é tanto onde se está, mas onde se pode chegar.” Gonçalo M. Tavares “Ah sentir tudo de todos os feitios! (…) Seja eu leitura variada” Bernardo Soares “Pego num livro: noite fora leio.” António Manuel Couto Viana “Si se permitiera más el delirio Se fomentaría más la lectura” Juan José Millás “Está tudo no livro.” “Sétimo céu”, Caryl Churchill “Yo ahora era libre, podía hacer lo que se me antojara...Matarme si quería...Pero eso era algo ridículo...Y yo...Yo tenía necesidad de hacer algo hermosamente serio, bellamente serio: adorar a la vida.” “los siete locos”, Roberto Arlt “It was a joy! Words weren't dull, words were things that could make your mind hum. If you read them and let yourself feel the magic, you could live without pain, with hope, no matter what happened to you.” “Ham on Rye”, Charles Bukowski “Quiero palabras: palabras…! Para urdir una canción. Con duras, finas palabras rosas de luz, adamantes, sardónices y berilos, hefestitas, crisoparsas y granates rosas de luz, peridotos, ópalos, rubíes, jades, con simples palabras, dale Xeherazadas a Aladino – amor, poderío, alcázares, Y de ello ya no se infiere si horas o días o años O siglos o instantes hace: De otro prodigio –tamaño-, nadie, orsado ni tonto, Nadie sabe”. “Sonata alla breve”, León de Greiff “Gaspar: mi nombre. Vago: mi profesión. Demente: mi gran ventura. Iluso cultor de peripecias inverecundas -fazañosas y ríspidas y recias-: ¡y adversario feroz del criterio corriente!” Gaspar de la Nuit "Je crois que la littérature est névrose. S'il n'y a pas névrose, il n'y a pas littérature.” “Le solitaire”, Eugène Ionesco. “Sou desafinada, que posso fazer? Nasci esquerda. E com fome.” “Um sopro de vida”, Clarice Lispector “Cada novo livro é uma viagem.” “Um sopro de vida”, Clarice Lispector “Esqueça isso e lembre-se do que disse Nabokov: “De nada serve ler um romance se não se lê com a medula.” Ainda que leias com a mente, o centro de fruição artística encontra-se entre as omoplatas, um formigueiro na medula espinal. Já chega, menina. Boa noite.” “essa puta tão distinta”, juan marsé (tradução Maria Manuel Viana) 21/01/2017

DETALHES DO PRODUTO

Ficções
ISBN:9789897221231
Edição/reimpressão:09-2013
Editor:Quetzal Editores
Código:000068000425
Idioma:Português
Dimensões:126 x 195 x 15 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:192
Tipo de Produto:Livro
Num ano de centenários, o do nascimento do escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986) foi dos que mais interesse despertou nos media. Considerado um dos autores mais importantes do século, com uma obra que tem vindo a conquistar cada vez mais admiradores, o seu nome aparece sempre na lista dos grandes escritores que nunca receberam o Nobel. Por que razão, perguntar-se-á? Os argumentos são vários. Desde uma ingénua posição política de apoio a Pinochet, de que mais tarde viria a demarcar-se, a uma inadvertida humilhação, num jantar em Estocolmo, de um poema do seu tradutor sueco, o escritor Artur Lundkvist, secretário da Academia Sueca. Mas nesta lista dos não-nobelizados Borges não está mal acompanhado, e um prémio é, afinal, só um prémio, e depende quase sempre mais dos critérios de quem o dá do que propriamente da obra a que é dado.

Este neto de marinheiros portugueses, que dormia com Camões à cabeceira, nasceu de uma família culta e cresceu « num jardim, por trás de uma grade com lanças, e numa biblioteca de ilimitados livros ingleses». Por isso, o seu destino desde cedo se traçou. Aos seis anos já queria ser escritor e redigiu um manual de mitologia clássica e um conto a imitar Cervantes.

« A leitura é uma forma de felicidade», escreveu. E foi no meio de Virgílio, Shakespeare, Cervantes, Verlaine, Flaubert, Voltaire, Carlyle, Quincey, Kafka, Shopenhauer, que Borges viveu a sua vida. Aprendeu inglês desde muito cedo com a sua governanta, alemão e francês mais tarde em Genebra, onde iniciou os seus estudos superiores, viveu em Espanha e, regressado à Argentina, integra a vanguarda literária da altura, publicando o seu primeiro poema em 1919 e, dois anos mais tarde, o livro de poemas, Fervor de Buenos Aires. A sua obra repartir-se-á pela poesia, novela e ensaio. A partir de 1925 inaugura o que viria a chamar-se conto-ensaio, breves trechos concebidos a partir da sua extraordinária capacidade de leitura, e que partem de um poema, de um livro, de um escritor, envolvendo-se a escrita numa reflexão precisa e lógica, mas sinuosa e labiríntica (cf. Outras Inquirições, 1952).

Uma doença familiar, a perda progressiva da visão, tornou-se cruel destino na vida deste homem, que amava a leitura mais que tudo. Chegou-lhe a cegueira total aos 55 anos. Apesar disso, continuou a viajar e a ministrar cursos pelo mundo fora. Os seus textos são escritos mentalmente e ditados. « Estando cego, vivo na solidão e, durante todas essas horas, resta-me imaginar. Tenho sempre uma história na cabeça, que se tornará conto ou poema. Eu tendo a transformar tudo em literatura. Não posso dizer que é o meu ofício. É o meu destino. Eu vivo na literatura.» Depois de um casamento fugaz, não consumado, com a amiga de infância Elsa Astette Milan, volta para casa da mãe, Leonor Acevedo, nome de origem portuguesa, a sua paixão de sempre, com quem partilhava o amor a Dickens e Eça de Queirós.

Em 1973, quando do regresso do partido peronista ao poder, Borges é forçado a abandonar, pela segunda vez, o cargo de director da Biblioteca Nacional de Buenos Aires. Passa a ganhar a vida como conferencista. É doutorado honoris causa por inúmeras faculdades. Maria Kodama, que viria a tornar-se sua leitora, secretária e, mais tarde, mulher, fez com ele muitas dessas viagens, duas das quais a Portugal, em 1980 e em 1984. (Borges já viera a Lisboa em 1929) . Das duas vezes, António Alçada Baptista, que traduziu para português O Relatório de Brodie, esteve com o autor de Aleph , e desses encontros nos dá conta no seu livro A Pesca à Linha, Algumas Memórias (1998), dizendo que, depois disto, «criou a ficção de ser amigo de Borges». Nunca chegou a ir a Torre de Moncorvo, terra dos seus antepassados, de que tanto se orgulhava, onde foi homenageado em 1997, com a inauguração da Avenida Jorge Luis Borges. Em 1986 Borges instala-se em Genebra, onde vem a morrer, de cancro hepático, a 14 de Junho.

Jorge Luis Borges, nos seus cursos nas universidades, aconselhava os alunos a lerem os livros e não as críticas. A obra de Borges está bem difundida no nosso país e no último ano as editoras Teorema e Círculo de Leitores publicaram a obra completa do autor de Ficções, disponível em 4 volumes (ver). Afinal, a melhor maneira de comemorar este centenário.

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