O Homem Que Escrevia Azulejos

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SINOPSE

A Cidade e a Montanha vigiam-se mutuamente, num jogo de espelhos e de contrários, numa geometria de centros e periferias, num enredo de poderes e de ocultações, onde muitas são as maneiras de viver a clandestinidade e muitas são as clandestinidades: escondidas, distantes; umas, vividas; outras, à vista de todos. Dois homens, Marcel e Norberto, atravessam, juntos, todo o tempo de uma vida. Escolheram, para viver, a ficção, e é nela que são clandestinos. Com eles vêm encontrar-se João Francisco e Otília. Ele, violinista e professor de música, ela, a sua jovem neta, ambos na busca incessante do sublime, também eles recusados pela realidade. Um homem que escrevia azulejos - que reencontrou a utopia e gostava da sátira - reparou neles e pintou-os com palavras.

O Homem Que Escrevia Azulejos, de Álvaro Laborinho Lúcio, debate e ilumina-se das grandes ideias da modernidade, enquanto observa, não sem algum detalhe pícaro, a falência das sociedades em que vivemos. Um romance culto e empenhado sobre o poder, e o poder redentor da arte e do amor.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Em busca de um mundo mais humano com Álvaro Laborinho Lúcio: em 45 azulejos "pintados com palavras"
Manuela Rodrigues - Livraria Bertrand Famalicão |2017-01-23
Recomendo a todos os leitores que apreciam crítica social. Estamos perante uma narrativa que dá enfoque à importância do pensamento crítico, à expressão do nosso pensamento sobre o mundo e a vida. O assumido gosto de pensar do narrador tem como base o desenvolvimento do humanismo. As personagens principais partem para a clandestinidade, lugar ocultado em cada e onde é ainda possível viver. Tudo converge para dar sentido à trama. Romance fecundo e exuberante, constituído por 45 textos breves e claros. A palavra é precisa, certeira. Citando o escritor: “Qual a palavra que não foi dita?”.

DETALHES DO PRODUTO

O Homem Que Escrevia Azulejos
ISBN:9789897223228
Edição/reimpressão:09-2016
Editor:Quetzal Editores
Código:000068000633
Idioma:Português
Dimensões:149 x 233 x 19 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:248
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
Álvaro Laborinho Lúcio, mestre em Ciências Jurídico-Civilísticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e magistrado de carreira, é juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. De Janeiro de 1990 a Abril de 1996 exerceu, sucessivamente, as funções de secretário de Estado da Administração Judiciária, ministro da Justiça e deputado à Assembleia da República. Entre Março de 2003 e Março de 2006, ocupou o cargo de ministro da República para a Região Autónoma dos Açores. Com intensa actividade cívica, é membro dirigente de várias associações, entre as quais se destacam a APAV e a CRESCER-SER, das quais é sócio fundador. Com artigos publicados e inúmeras palestras proferidas sobre temas ligados, entre outros, à justiça, ao direito, à educação, aos direitos humanos e à cidadania em geral, é autor de livros como A Justiça e os Justos, Palácio da Justiça, Educação, Arte e Cidadania, O Julgamento – Uma Narrativa Crítica da Justiça – e, em co-autoria, Levante-se o Véu. Agraciado pelo rei de Espanha com a Grã-Cruz da Ordem de São Raimundo de Peñaforte, e pelo presidente da República Portuguesa com a Grã- Cruz da Ordem de Cristo, é membro da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, exercendo, actualmente, as funções de presidente do Conselho Geral da Universidade do Minho
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