O Chamador

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SINOPSE

Um velho encenador evoca as grandes personagens - quase todas trágicas - que o marcaram dentro e fora de cena, sobre as tábuas do teatro ou no vasto palco da vida.
À medida que desfia enredos e fisionomias, e recupera cenários reais ou efabulados, mantém um diálogo (às vezes agreste) com a sua própria memória - interlocutora fundamental para a recuperação desse passado, mas nem sempre fiável.
Na estreia ficcional de Álvaro Laborinho Lúcio, a itinerância intelectual, a mobilidade geográfica e social, a diversidade de tipos humanos retratados e a total disponibilidade para melhor os conhecer e compreender derivam certamente do riquíssimo percurso pessoal e profissional do autor: foi juiz, procurador da República, procurador delegado do PGR, inspector do Ministério Público, ministro da Justiça, deputado à Assembleia da República, além de figura tutelar de organizações humanitárias e de cidadania.
Sempre ligado à Justiça, operando num sector da vida pública em que a garantia dos direitos de uns passa pela supressão dos direitos de outros, Laborinho Lúcio presta aqui homenagem aos proscritos e esquecidos da sociedade, e restitui-lhes a estatura humana que lhe é devida.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

«A defesa: regras sagradas o romance não tem. Avalie-se a coerência da fuga e não a obediência ao cânone. Não será a própria história a exigir um romance diferente? O encenador olha para trás e o que vê? Gente com muita vida, demasiado esquecida. Os da sua rua, da sua terra. E se estas personagens sozinhas não dão grandes romances, enchem seguramente bons capítulos. Como um respigador, Laborinho Lúcio resgata figuras ao seu passado, recriando-as na ficção, num interessante diálogo com a memória.»
Time Out

«O Chamador (Quetzal) é um híbrido onde convivem o teatro, o romance, as memórias pessoais, as deambulações pelo cinema e a literatura numa fantasmagoria escrita em prosa poética a que que podíamos chamar um "teatro de alma", pedindo a expressão a M.Teixeira-Gomes.»
Diário de Notícias

«O livro não é «as memórias» que muitos lhe pediam, mas está habitado por diversas pessoas reais, importantes na vida de Laborinho Lúcio, aqui insufladas com o poder da imaginação.»
Visão

DETALHES DO PRODUTO

O Chamador
ISBN:9789897221576
Edição/reimpressão:04-2014
Editor:Quetzal Editores
Código:000068000452
Idioma:Português
Dimensões:149 x 233 x 17 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:216
Tipo de Produto:Livro
Natural da Nazaré, onde nasceu em 1941, é hoje juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça; doutor honoris causa em Ciências da Educação pela Universidade do Minho; membro eleito da Academia Internacional da Cultura Portuguesa. Licenciado em Direito e mestre em Ciências Jurídico-Civilísticas pela Faculdade Direito da Universidade de Coimbra, foi sucessivamente delegado do procurador da República; procurador da República; inspetor do Ministério Público; procurador-geral adjunto; diretor da Escola de Polícia Judiciária; diretor do Centro de Estudos Judiciários; secretário de estado da Administração Judiciária; ministro da Justiça; deputado da Assembleia da República; presidente da Assembleia Municipal da Nazaré; docente de Direito Penal na Faculdade de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa; ministro da República para a Região Autónoma dos Açores; vogal do Conselho Superior da Magistratura; presidente do Conselho Geral da Universidade do Minho. É membro fundador da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, da Associação Portuguesa de Direito Europeu, da Associação de Criminólogos de Língua Francesa, da Associação Portuguesa para o Direito dos Menores e da Família, da Associação dos Juristas de Língua Portuguesa, sendo presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, membro do Conselho de Curadores da Fundação Liga, membro do Conselho de Curadores da Fundação Bissaya Barreto. Tem vários artigos publicados nas áreas de formação de magistrados, organização judiciária, aplicação do direito, psicologia forense, direito e processo penal, direito judiciário, cidadania e direito, cidadania e educação, sistemas de justiça, direito e genética, direito de ingerência, direito tutelar educativo, direitos das crianças, entre outros. É autor das obras Do Fundamento e da Dispensa da Colação, A Justiça e os Justos, Palácio da Justiça, Educação, Arte e Cidadania, O Julgamento – Uma Narrativa Crítica da Justiça, Levante-se o Véu (este em coautoria), bem como dos romances O Chamador e O Homem Que Escrevia Azulejos. Tem proferido inúmeras conferências sobre temas ligados à justiça, à educação, à cidadania, ao direito de crianças e jovens e ao direito em geral. Concebeu e coordenou, na Universidade Autónoma de Lisboa, o Programa Malhoa, no domínio do exercício ativo da cidadania. Concebeu e coordenou, na Região Autónoma dos Açores, o Congresso da Cidadania. Premiado na área da psicologia, foi-lhe atribuída, em 2016, pelo Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados, a Medalha de Reconhecimento e, em 2017, pela pró-inclusão, a Medalha de Mérito. É sócio honorário de várias associações. Foi agraciado por Sua Majestade, o rei de Espanha, com a Grã-Cruz da Ordem de D. Raimundo de Peñaforte, e por Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.
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