A Civilização do Espetáculo

A Civilização do Espetáculo

avaliação dos leitores (3 comentários)
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Uma duríssima radiografia do nosso tempo e da nossa cultura.
ISBN:9789897220593
Edição/reimpressão:10-2012
Editor:Quetzal Editores
Código:000068000371
Coleção:Série Américas
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SINOPSE

Uma duríssima radiografia do nosso tempo e da nossa cultura, pelo olhar inconformista de Mario Vargas Llosa. A banalização das artes e da literatura, o triunfo do jornalismo sensacionalista e a frivolidade da política são sintomas de um mal maior que afeta a sociedade contemporânea: a ideia temerária de converter em bem supremo a nossa natural propensão para nos divertirmos. No passado, a cultura foi uma espécie de consciência que impedia o virar as costas à realidade. Agora, atua como mecanismo de distração e entretenimento.
A figura do intelectual, que estruturou todo o século XX, desapareceu do debate público. Ainda que alguns assinem manifestos e participem em polémicas, o certo é que a sua repercussão na sociedade é mínima. Conscientes desta situação, muitos optaram pelo silêncio.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

«Vargas Llosa que, para além de romancista, dramaturgo e ensaísta, é um grande jornalista, fornece uma visão do mundo que não é a de um simples ficcionista, analisando com uma certa melancolia a situação das últimas décadas no que se refere a este universo contemporâneo onde o saber, bem fundamentado e bem alicerçado na educação cuidada e na curiosidade intelectual, se tem perdido para dar lugar ao imediato, ao óbvio e a tudo o que é “fácil”.»
Helena Vasconcelos, Público

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Crise cultural?
Ângela - Livraria Bertrand Dolce Vita Tejo |2019-03-19
Baseado no trabalho de Guy Debord na sua "A Sociedade do espetáculo", este livro apresenta-nos uma reflexão sobre o consumo desenfreado que se vive nos dias que correm, que também chegou à cultura e aos livros. O sensionalismo tomou conta da nossa sociedade, o entretenimento tornou-se primordial na cultura. É talvez um dos melhores livros alguma vez escritos.
Sociedade que entretém
Suzete Araújo - Livraria Fórum Algarve |2019-03-14
O que nos chama a atenção nesta obra? Primeiro a capa, maravilhosa onde temos uma noção nítida do que é retratado no seu interior. O circo, os malabaristas, as piruetas.... Mas o que tem isso a ver com o livro? Vargas Llosa escreve esta obra sociológica como uma chamada de atenção para o estado da sociedade nos dias de hoje. O seu factor "entretenimento" onde todos os aspectos outrora em expansão e desenvolvimento entraram em queda visível. Segundo o autor a banalização das mais variadas artes e a falta de intelecto nas últimas décadas influenciou esta queda de forma decisiva.

DETALHES DO PRODUTO

A Civilização do Espetáculo
ISBN:9789897220593
Edição/reimpressão:10-2012
Editor:Quetzal Editores
Código:000068000371
Coleção:Série Américas
Idioma:Português
Dimensões:149 x 233 x 17 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:224
Tipo de Produto:Livro
PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2010

Escritor peruano, nasceu em 28 de Março de 1936, em Arequipa, no Peru. O seu empenho em relação a mudanças sociais é evidente nos seus romances, peças e ensaios. O escritor pertence à escola do realismo mágico e faz parte da explosão de talentos dos anos 60 da literatura latino-americana. Na sua carreira política começou por ser comunista, mas virou-se para a direita. Em 1990 candidatou-se à presidência da República do Peru, sendo vencido pelo candidato Alberto Fugimori. Tem sido criticado por estar à margem da comunidade dos índios Quechua. Vargas Llosa foi educado em Cochabamba, na Bolívia, onde o seu avô era cônsul do Peru. Entrou para a escola militar de Lima em 1950. Trabalhou como jornalista e locutor e frequentou a Universidade de Madrid. Em 1959 mudou-se para Paris, onde viveu até 1966. Depois de viver três anos em Londres, passou a escrever na residência da Universidade estatal de Washington, em 1969. Em 1970 estabeleceu-se em Barcelona. Em 1974 regressou a Lima, leccionando e dando conferências por todo o mundo. Publicou em 1978 uma colecção de ensaios críticos O primeiro romance de Vargas Llosa, A Cidade e os Cães, de 1963, foi muito bem recebido, e está traduzido em mais de uma dúzia de línguas. A acção passa-se no Colégio Militar de Leoncio Prado e descreve a luta dos adolescentes para sobreviver a acontecimentos violentos e hostis. A corrupção na escola reflecte os males que afectam o Peru. O romance A Casa Verde (1966) situa-se na selva peruana e combina os elementos míticos, populares e heróicos para apreender os elementos sórdidos, trágicos e a realidade fragmentada dos seus caracteres. A Cidade e os Cães (1967) é um retrato psicanalítico de um adolescente que foi acidentalmente castrado. Conversa na Catedral (1969) é uma história passada na altura do regime de Manuel Odria (1948-56). O romance Pantaleão e as Visitadoras (1973), constitui uma sátira acerca do regime militar e do fanatismo religioso. A Tia Júlia e o Escrevedor (1977) combina duas narrativas com pontos de vista diferentes, sendo uma obra semi-autobiográfica. Destacam-se, também, A Guerra do Fim do Mundo (1981), História de Mayta (1984), Quem Matou Palomino Molero? (1986), O Falador (1987), Elogio da Madrasta (1988), Lituma dos Andes (1993), Como Peixe na Água (1993), (1997), Cartas a um Jovem Romancista (1997), A Festa do Chibo (2000), A guerra do fim do mundo (2001), A casa verde( 2002), O paraíso na outra esquina (2003), A tia Júlia e o escrevedor ( 2003), Travessuras da menina má (2006), Israel Palestina : paz ou Guerra Santa ( 2007) e Diário do Iraque ( 2007).
Foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura em 2010.
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