Como Viver (ou não) em 777 Frases

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SINOPSE

Um livro de autoajuda de um dos maiores autores de Língua Portuguesa de todos os tempos. Disposto em 7 secções temáticas, precedidas por 7 frases preparatórias e sucedidas por uma conclusão em 7 frases, é este um extraordinário conjunto de reflexões e conselhos úteis para lidarmos com o misterioso e nem sempre cómodo facto de existirmos.
A Vida Vivida / A Vida Eterna / A Vida da Imaginação / A Vida Afectiva / A Vida Pensada / A Vida do Eu Inúmero / A Vida não Vivida. Todos os grandes temas tratados em pequenos trechos de uma imensa genialidade. Para ler de rajada, ou como um oráculo ou um Livro de Horas.
Escolha, organização e notas de um dos mais notáveis pessoanos do nosso tempo, galardoado em 2013 com o Prémio Pessoa.
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DETALHES DO PRODUTO

Como Viver (ou não) em 777 Frases
ISBN: 9789897221583
Edição/reimpressão: 05-2014
Editor: Quetzal Editores
Código: 000068000462
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 233 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de Produto: Livro

sobre os autores

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século XX. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro". Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista "Orpheu" (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos. A editora Ática começou a publicar a sua obra poética em 1942. No entanto, já o grupo da "Presença" tinha iniciado a sua reabilitação (poética e filosófica) face ao público e à crítica. © 2003 Porto Editora, Lda.
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Natural de Washington DC, obteve a licenciatura em Letras (BA) na University of Virginia. Viveu na Colômbia, no Brasil e em França antes de se radicar em Lisboa, em 1987. Trabalha, em regime de freelancer, como escritor, tradutor, investigador e crítico. Fala e escreve Inglês, Português, Italiano, Francês e Espanhol. Conferencista sobre Fernando Pessoa, tradução literária e outros temas. Editor da secção portuguesa de www.poetryinternational.org entre 2003 e 2005, continua a colaborar para o sítio como tradutor.
Colabora com a Assírio & Alvim desde 1998, ano em que publicou a sua edição do «Livro do Desassossego», de Bernardo Soares. De lá para cá tem sido o responsável pela edição de muitos livros de Fernando Pessoa nesta editora, sendo o mais recente «Teoria da Heteronímia», de 2012, em colaboração com Fernando Cabral Martins.
Tem tido um papel decisivo na divulgação da literatura lusófona no mundo anglo-saxónico, graças às suas brilhantes traduções de Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, António Lobo Antunes, Antero de Quental, Luís de Camões e João Cabral de Melo Neto, entre muitos outros. A sua atividade como tradutor valeu-lhe já a atribuição de diversos prémios dos quais destacamos o PEN Award for Poetry in Translation, de 1999, o Calouste Gulbenkian Translation Prize de 2002 e o Harold Morton Translation Prize, de 2006. É distinguido, em 2012, com o Prémio Pessoa. Nas palavras de Pinto Balsemão, Presidente do júri que presidiu à entrega deste prémio, Richard Zenith tornou-se «cidadão de Portugal por dedicação e louvor a uma obra, a de Fernando Pessoa, uma literatura, a nossa, e uma língua, a portuguesa».
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