Nada a Dizer
Narrado na primeira pessoa num tom lúcido e atravessado por um humor cáustico, Nada a Dizer configura uma prosa de autoexposição, porém com o deslocamento e a condensação de uma obra de ficção.
Não apenas a intriga, também o espaço apresenta sempre marcas de transitoriedade - a casa após a mudança, em caixotes; ruas, aeroportos, cafés, hotéis e a zona fluída das comunicações nos chats, por e-mail, por sms - contribuindo para o desenho de uma história volátil e inapreensível como a própria vida.
Mais do que um inventário de perdas e danos em que costuma consistir o relato de um adultério, Nada a Dizer é uma investigação minuciosa das motivações de cada um dos envolvidos, e uma discussão indireta das possibilidades de entendimento amoroso no mundo urbano contemporâneo.


