2022-09-14

Susan Sontag por uma cultura pluralista e polimorfa.

«O mundo em que estes ensaios foram escritos já não existe», escreveu Susan Sontag no posfácio de Contra a Interpretação e Outros Ensaios, trinta anos após a primeira edição da coletânea em 1966, reavaliando a pertinência dos textos à luz do tempo da sua escrita, do «estado da arte» e do mundo passadas três décadas: «Olhando para trás, como tudo isso parece maravilhoso. Quem nos dera que algum desse arrojo, desse otimismo, desse desdém pelo comércio tivesse sobrevivido.»

Partilhar:

«Contra a interpretação» é um dos mais célebres ensaios de Susan Sontag e o que dá título a este livro, que a Quetzal faz chegar às livrarias a 15 de setembro, com tradução de Vasco Teles de Menezes. Ícone da boémia intelectual e artística nova-iorquina, Susan Sontag assina também «Sobre o estilo», publicado na Partisan Review; «Os Cadernos de Camus» e «Ionesco» (New York Review of Books); «O artista como sofredor exemplar» (The Second Coming); «A imaginação da catástrofe» (Commentary) e «Notas sobre o camp» (Partisan Review), para nomear apenas alguns. «Escrevi na qualidade de entusiasta e partidária — e com, parece-me agora, certa ingenuidade. Não me apercebi do imenso impacto que a escrita sobre novas atividades artísticas, ou pouco conhecidas, pode ter na era da “comunicação” instantânea», observava em 1996. «Escrever textos críticos veio a revelar-se um ato tanto de libertação intelectual como de expressão das minhas próprias ideias. Mais do que ter resolvido, para mim mesma, uma determinada quantidade de problemas fascinantes e perturbadores, tenho a sensação de os ter gasto.»

Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de navegação. Ao navegar estará a consentir a sua utilização. Saiba mais sobre a nossa política de privacidade. Tomei conhecimento e não desejo visualizar esta informação novamente.

OK