2022-10-12

Poesia de Jorge Luis Borges num só volume, como um monumento.

É um equívoco pensar em Jorge Luis Borges sobretudo como narrador, ensaísta e prosador; ao longo de toda a sua vida, desde o primeiro livro, foi um grande e insistente poeta. «Um volume de versos não é mais do que uma sucessão de exercícios mágicos. O modesto feiticeiro faz o que pode com os seus modestos meios», escreve Borges. As palavras que o argentino escreveu entre 1923 e 1985, pinceladas como aguarela, foram traduzidas para português por Fernando Pinto do Amaral.

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Uma edição de luxo, que chega às livrarias a 20 de outubro – e onde a belíssima ilustração de Lia Ferreira realça o volume de capa dura e sobrecapa que agora reúne a poesia de Jorge Luis Borges.

Construída com sabedoria, clareza, elegância clássica e rigor formal, a sua poesia é um monumento da literatura, uma espécie de música que passa do fascínio pela tradição e pela filosofia para a cifra de uma ordem obscura do mundo e – finalmente – para o nó decisivo da sua obra, onde assentam os pilares do seu legado: os livros, a memória dos labirintos, os espelhos, o amor, a cegueira, as cosmogonias dispersas, o mar, as cidades e a eternidade dos grandes textos lidos como elementos de salvação.

De Fervor de Buenos Aires (1923), sua primeira recolha de poemas, até Os Conjurados (1985), passando por O Fazedor (1960), Elogio da Sombra (1969) ou A Rosa Profunda (1975), a obra poética de Jorge Luis Borges é um extraordinário legado de beleza que este volume reúne na sua totalidade.

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