2023-01-24

Patti Smith visita os lugares em nome de uma memória que eles transportam.

Viajar na companhia da música e da literatura. É esta a proposta de Patti Smith, cujo M Train acaba de ser adicionado à coleção de literatura de viagem da Quetzal, Terra Incognita. «É uma das experiências mais contagiantes para quem alguma vez foi ferido pelo animal da literatura», escreve Francisco José Viegas no texto introdutório. Ilustrado com dezenas de polaroides da própria autora e traduzido por Helder Moura Pereira, chega às livrarias a 2 de fevereiro.

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Literatura e rock: nada disto é estranho na vida de Patti, que percorre um caminho contaminado pelo amor à literatura, como se em cada evocação estivesse a recuperar tempo perdido. «Patti visita os lugares em nome de uma memória que eles transportam e de que nunca hão de poder desligar-se. […] Há neste livro uma coisa poderosa e cheia de vibração: a paixão (verdadeira) pela literatura».

Sentada no seu café nova-iorquino preferido, Patti Smith lembra as sucessivas viagens que alimentam as suas obsessões artísticas e literárias, bem como o seu desejo de uma beleza que transgrida a ordem do tempo. Viajamos da Guiana ou do México e da casa de Frida Kahlo até Berlim, contemplamos os túmulos de Jean Genet, Sylvia Plath, Rimbaud e Mishima, sentamo-nos na cadeira que pertenceu a Roberto Bolaño, visitamos hotéis que lembram séries de televisão, homenageamos Burroughs, ou Sebald — e, como todos os viajantes, recordamos coisas sem explicação.

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Terra Incognita é o nome da coleção de literatura de viagens da Quetzal. Mais do que livros de viagens com um formato especial, Terra Incognita reúne títulos e autores que desprezam a ideia de turismo e fazem da viagem um modo de conhecimento.

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