2020-05-29

O resignado pavor da condição humana.

Escreveu livros e depois morreu. No obituário que escreve de si mesmo em Nada a Temer, Julian Barnes chega a resumir a sua vida desta forma. E acrescenta: amava a mulher e temia a morte. E é sobre esse pavor do desconhecido que nos espera no final da vida, que aquele que é considerado o mais brilhante escritor britânico do momento discorre neste livro que marca o regresso da Quetzal Editores às livrarias a 5 de junho. Uma reedição com tradução de Helena Cardoso.

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Maravilhosamente sério e divertido, hilariante, Nada a Temer é uma demonstração do dom supremo de Julian Barnes, enquanto deambula pelo seu percurso – sempre pessoal – pela condição humana: memória e mortalidade como só Julian Barnes saberia descrevê-las.

Ateu aos 20 e agnóstico e agnóstico aos 50 e 60, Julian Barnes medita sobre a relação que mantemos com a nossa única certeza: o desaparecimento. E, ao fazê-lo, passa necessariamente pela fé e pela ausência dela, pela memória que se sedimenta em construções enganadoras, pela sua história familiar, escolar, estética – e por um extraordinário acervo de figuras históricas e da forma como, ao longo dos séculos, se confrontaram com a morte.

Nada a Temer é uma memória de família, um diálogo com o irmão filósofo, uma meditação sobre a mortalidade e o medo da morte, uma celebração da arte e uma discussão sobre Deus.

 

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