2022-11-04

O resgate do passado, da infância, dos amores e da eternidade.

«O passado bate em mim como um segundo coração.» É à frase de John Banville – usada como epígrafe – que Bruno Vieira Amaral vai buscar o título do novo livro. O Segundo Coração é um livro sobre o passado, sobre as memórias de infância, os hábitos familiares, as férias grandes, as palavras ouvidas aos adultos e cujo significado se desconhecia, os primeiros amigos de que, entretanto, nos afastámos, mas que nunca esquecemos, todos aqueles que já partiram mas que nos deixaram heranças de afetos e recordações modestas.

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«De que tenho saudades? Fácil. De ser chuva», escreve o autor de As Primeiras Coisas. Autor distinguido com o Prémio Saramago, autor sem medo das palavras, que reza assim ao Natal: «O pão do teu silêncio é o que me alimenta. Até que a escuridão cubra os meus olhos, tornarei a perguntar: por que é tudo tão difícil, Senhor?»

O Segundo Coração, que reúne crónicas publicadas na edição online do semanário Expresso e na revista GQ, é também um livro sobre as humilhações e as aspirações da juventude, os amores e as desilusões, os ódios gratuitos e inexplicáveis, as noites solitárias da adolescência, o efeito emocional de se ver um filme sozinho no cinema, a falta de dinheiro e as dificuldades, a arte como redenção, ajuste de contas e vingança sobre um mundo que nos quer destruir e onde, por vezes, só encontramos consolo no que se perdeu e que só através da escrita se pode recuperar.

Nas livrarias a 10 de novembro.

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