2020-07-27

«O problema dos sonhos é que nós acabamos sempre por acordar».

No ano dos seus setenta anos, Patti Smith deixa-se levar por devaneios e sonhos, que transcreve, num registo itinerante, entre concertos e noites de sono leve em quartos de hotel. Resulta dessas deambulações O Ano do Macaco, o seu terceiro livro de memórias, que reflete já o início de uma nova era.

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Traduzido por Helder Moura Pereira – um dos nossos grandes poetas –, O Ano do Macaco inclui, como vem sendo habitual, fotografias da autora que ilustram o texto. «Sinto-me compelida a escrever com fervor e esperança, entrelaçando realidade, ficção e sonho», diz. «O problema dos sonhos é que nós acabamos sempre por acordar.» Há espaço para poesia, cafés, viagens à boleia, Roberto Bolaño e uma visita à Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, «a cidade das noites calcetadas», «a cidade ideal para nos deixarmos levar pelo tempo».

Em pano de fundo, o mundo da política agita-se numa eleição tóxica. Em primeiro plano, o desaparecimento de dois grandes amigos: Sam Shepard e Sandy Pearlman. Em epílogo, a chegada da pandemia. Na altura em que os italianos se fechavam em casa, a autora fecha o diário e junta-se à banda no Fillmore, em São Francisco. «Subimos ao palco na esperança de que o entusiasmo que vamos pôr na nossa atuação possa dar às pessoas alguma alegria». De novo, como no início, sempre presente o elo da literatura e do rock’n’roll.

O Ano do Macaco chega às livrarias a 7 de agosto.

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