2019-11-20

O grande poder da literatura. E mais nada.

Médico reformado e viúvo, Geoffrey Braithwaite viaja até Rouen, em França, para descobrir mais sobre o escritor Gustave Flaubert. Uma obsessão que o leva numa peregrinação que tem tanto de irónica quanto de filosófica e cujo ponto de partida é o papagaio embalsamado que serviu de modelo a Flaubert durante a escrita de um dos seus romances.

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Aquilo que seria apenas uma viagem de reconhecimento, transforma-se numa lição sobre os defeitos, manias, tiques insuportáveis, vaidades e medos do escritor (e de todos os escritores), da sua história de amor com Louise Colet e até do próprio casamento de Geoffrey Braithwaite com a falecida Ellen. Um romance magistral sobre o que falha e o que não tem sentido na vida, sobre os segredos que a rodeiam e que lhe dão sentido. Tudo para concluir que a vida verdadeira é a vida que vem nos livros. Porque é a única que se pode interrogar. 

Publicado pela primeira vez em 1984, O Papagaio de Flaubert é um dos mais aclamados livros do britânico Julian Barnes, que a Quetzal Editores agora reedita, com tradução de Ana Maria Amador.

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