2020-07-31

Intimidade, confissões, família, memória e pacificação.

Doze anos depois de Gaveta de Papéis, é Regresso a Casa que traz José Luís Peixoto de volta à poesia. O novo livro do autor de Autobiografia fala-nos a partir das quatro paredes de uma casa – e de todas as suas recordações em tempos de pandemia. Evoca a solidão, o isolamento, as portas fechadas, mas também a solidariedade das recordações: a mãe, os aromas, a família, a aldeia, o amor.

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Há espaço para a recordação da infância como para a peregrinação pelo mundo inteiro, como um Ulisses em viagem perpétua, rodeado de objetos próximos e voltado para dentro, para o lugar onde se regressa sempre: a casa. «As estantes são ruas. Os livros são casas onde podemos entrar ou que podemos imaginar a partir de fora. Há livros que visitámos e há livros onde vivemos durante certas idades, conhecemos cada uma das suas divisões, trancámo-nos por dentro. Fomos jovens durante tantos capítulos mas, de repente, um dia, apercebemo-nos de que restavam cada vez menos páginas entre o polegar e o indicador.»

Regresso a Casa, de José Luís Peixoto, chega às livrarias a 14 de agosto.

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