2023-02-28

Em defesa dos leitores, das livrarias e das bibliotecas.

«[A Amazon] é um monstro tentacular que não para de inovar e de crescer», escreve Jorge Carrión na nota de autor da edição portuguesa de Contra a Amazon, que chega às livrarias portuguesas a 9 de março, com tradução de Margarida Amado Acosta. Traduzido em várias línguas, o manifesto do autor do mítico Livrarias dá que pensar desde que foi publicado pela primeira vez, em versão online, na Jot Down Magazine, em 2017.

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Contra a Amazon é um manifesto contra a multinacional de Jeff Bezos em defesa dos leitores, das livrarias e das bibliotecas, em oposição ao poder crescente dos algoritmos globais. Carrión visita bibliotecas (reais e imaginárias) e livrarias em todo o mundo e insiste no valor do livro e da sua proximidade como pilares da nossa educação sentimental e intelectual. «A Amazon apropriou-se do prestígio do livro. Construiu o maior hipermercado do mundo com uma cortina de fumo em forma de biblioteca.»

Jorge Carrión defende a figura do livreiro e da livraria contra o mundo impessoal da livraria global, ao mesmo tempo que entrevista autores e livreiros, evoca Jorge Luis Borges, caminha ao lado de Iain Sinclair em Londres, mostra como as livrarias de Tóquio se reinventam, como as bibliotecas resistem e a sua memória não pode perder-se, fala dos livros como instrumento de consolação diante da angústia da Internet – e visita Lisboa no pós-pandemia.

Com textos especialmente preparados para a edição portuguesa, Contra a Amazon estabelece a leitura como uma atitude e um sinal da civilização – e a livraria como um lugar onde se encontram os seus pilares. «Porque, para nós, um livro é um livro é um livro.»