2022-06-23

E Fedra, cedo ou tarde em seu crime punida.

É com a republicação de Freda, tragédia francesa do século XVII, escrita por Jean Racine, que a Quetzal Editores continua a recuperar e publicar as traduções do teatro clássico francês feitas por Vasco Graça Moura, agora em edição bilingue. Seguir-se-ão novas edições de Andrómaca e Berenice, e de O Misantropo, de Molière. Depois de uma primeira publicação em dezembro de 2005, Fedra regressa às livrarias a 23 de junho.

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«Lemos e relemos Fedra entrevendo de cada vez novas ideias, alusões, figuras, relações, sombras de medos, ideais de alegria, ânsias de quietude. A turvação e a nitidez dos dias. Uma maravilha!», escreve Maria Alzira Aleixo na introdução, ao mesmo tempo que tece entusiasmados elogios aos «equilíbrios de escrita de grande risco» na delicada e ponderada tradução de Vasco Graça Moura.

Fedra, filha de Minos e Pasífaa, é mulher de Teseu, rei de Atenas. Apaixona-se por Hipólito, seu enteado, filho de Teseu e Antíope, rainha das Amazonas. Esta terá incutido na sua sucessora a paixão pelo filho. Hipólito não corresponde aos sentimentos de Fedra. Ele ama Arícia, uma princesa prisioneira, a quem, por razões de Estado, está impedido de se ligar. Fedra, na ausência de Teseu e julgando-o morto, revela o seu amor por Hipólito, mas Teseu regressa. A rainha tenta justificar-se e acusa o enteado de a ter seduzido. Tomado pela cólera, Teseu pede aos deuses que matem o filho. Sem conseguir viver com o remorso, Fedra suicida-se.

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