2022-05-25

A melancolia de ser grego fora da Grécia.

Depois de 55 anos, Theodor Kallifatides regressa à sua terra natal, vindo de «um país sem pretérito imperfeito». É do choque dessas duas realidades, «com ritmos diferentes», que nasce Outra Vida Para Viver, um livro que se equilibra entre países que são quase opostos.

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«A verdade é que a Grécia que eu recordava não renascia dentro de mim. Pelo contrário, perdia-se. Além disso, eu próprio tinha mudado. Já não era o jovem grego de 25 anos que tinha partido para a Suécia. Era o septuagenário grego que tinha vivido mais de meio século na Suécia. Mesmo que reencontrasse a Grécia que tinha deixado, talvez esta já não me agradasse.»

Outra Vida Para Viver é uma meditação eloquente, elegante e motivadora sobre a escrita e o lugar de um autor num mundo em mudança, uma autobiografia poética e filosófica. Um ensaio sobre as diferenças culturais entre um país banhado pelo Mediterrâneo e um país escandinavo, entre as suas línguas e formas de as expressar. «A minha primeira língua é um coração que bate. A segunda, um pensamento. A primeira vinha-me das entranhas. A segunda, do cérebro. O problema estava em conciliá-las.»

Escrito originalmente em grego – e não em sueco, como o autor fez nos últimos 50 anos –, Outra Vida Para Viver foi traduzido para português por José Luís Costa e chega às livrarias a 2 de junho.

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