2022-05-02

A epopeia de Roma em versão bilingue.

«E a vida, com um gemido, se vai, revoltada, para o mundo das sombras.» Este é o inesperado verso final de uma obra-prima que se contradiz na assunção da sua própria grandiosidade, um canto que, nas palavras de Carlos Ascenso André, «parecia quase assumido a contragosto: generais que triunfam, mas que não saem endeusados, um herói que rejeita o seu papel, um anti-herói que deixa a impressão de ter a simpatia do narrador».

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É com humano orgulho que a Quetzal completa o seu catálogo de obras-primas da literatura ocidental com a edição bilingue – em latim e português – da Eneida de Virgílio, com tradução, introdução e anotações de Carlos Ascenso André.

Derrotado na Guerra de Troia, Eneias viaja rumo a Itália, onde os fados predestinaram que fundaria uma nova cidade, berço de uma raça grandiosa e de um império sem fim. A epopeia de Roma é também a epopeia da condição humana, que Virgílio teceu durante os últimos dez anos da sua vida. «Uma das obras-primas da literatura ocidental, que faz da fragilidade a sua grandeza, das contradições a sua beleza, do enlace entre luz e sombras, entre otimismo e pessimismo, a semente da sua perenidade.»

Nas livrarias a 5 de maio.

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